Automedicação, uma prática contra indicada

Tenha certeza: tomar remédio sem orientação médica pode significar risco de vida. Para se ter uma idéia gravidade do problema, o Ministério da Saúde revela que 1,5% dos óbitos no país se deve ao uso de medicamentos não indicados para o caso ou de forma imprópria. Saiba como prevenir-se.

BOM SENSO É FUNDAMENTAL

Fique tranquila: tomar um simples analgésico para aliviar uma dor de cabeça não significa morte na certa. Mas é preciso bom senso na hora de se medicar. Primeiro mandamento: não vá na conversa do amigo ou do balconista-da farmácia. Quer dizer, nem tudo que é bom para uma pessoa tem o mesmo efeito em outra. Na verdade, o grande problema é que a automedicação mascara os sintomas de uma doença mais grave, engana os exames médicos e até altera o quadro clínico.

Só o médico, portanto, pode avaliar cada caso. Sabe por quê? Doenças iguais podem ter sintomas parecidos. Acompanhe:

• Febre — Indica que alguma parte do corpo sofre processo infeccioso.
• Tosse — Mostra desde gripe e irritação pulmonar por pó até câncer e tuberculose.
• Dor de estômago — Pode significar ma digestão, stress, gastrite e úlcera.
• Insônia — Ansiedade, stress e distúrbios psíquicos.
• Dor de cabeça — E sinal de tensão nervosa, problemas oculares, tensão pré menstrual e tumores.
• Diarreia — Intoxicação por alimentos estragados, desidratação e desnutrição.

CONHEÇA SEU PRÓPRIO CORPO

Para não incorrer em erros, certifique-se que seu problema é corriqueiro: Dor de cabeça esporádica, por cansaço, cólica menstrual suportável, gripe.
Nesses casos, vale tomar um analgésico ou antitérmico tipo aspirina (ácido acetil salicílico).

Quando o caso for prisão de ventre, enriqueça a dieta com frutas, verduras e cereais integrais. Evite laxantes, eles “viciam” os intestinos que passam a funcionar só com o medicamento. Outros agentes viciantes são os calmantes. Trata-se de antidepressivos, antidistônicos e antiansiolíticos usados para tranquilizar. “Afaste-se deles. Seu uso só pode ser feito com ‘orientação médica cuidadosa.

Se algum diã tiver insônia, tente relaxar, beba um chá quente (erva-cidreira é bom), leia um bom livro e espere o sono chegar. Se o problema persistir, vá ao médico. Para combater infecções (e por conseqüência febre alta), os médicos usam antibióticos. A utilização incorreta do produto traz sérios problemas, como favorecer a resistência de algumas bactérias, o que dificulta ou impede a cura e torna o indivíduo um contaminador do meio ambiente. Só o médico sabe o antibiótico correto para cada microrganismo.

Também não abuse de xaropes para tosse. Alguns têm substâncias entorpecentes, como codeína e zipripol. Em altas doses provocam efeitos alucinógenos e dependência.
Levando em conta esses detalhes: trate de observar os sintomas do seu corpo. Dores persistentes, febre alta, vômitos, diarreia e insônia, que não passam em três dias, significam que o remédio é o médico.

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